Ele, preocupado com as coisas do dia
A pia
A água pouca
O cano de ferro da casa materna
E a minha presença ali?
Eu a lavar silenciosamente
as louças e a pensar
sobre o amor...
A sentir o que é ser mulher
e ter ali este homem.
Entre Boas Noites, saudades
e planos mais duradouros.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
(sem título)
Palavras somente ditas, não escutadas por aquele ambiente...
Humano que passa a existir
E coisas que passam a falar
Sem cabimento
A felicidade existe
O trabalho
As conquistas
Ele e eu.
Humano que passa a existir
E coisas que passam a falar
Sem cabimento
A felicidade existe
O trabalho
As conquistas
Ele e eu.
domingo, 1 de dezembro de 2013
(sem título)
Não precisa entender de poesia
Nunca pus verbo também
Silenciosamente, pedi:
Detalhes que nos dão fome
à mesa.
É tudo azul e verde é a cor de teus olhos.
Amor, palavra primeira, antes de tudo.
Depois de tudo, amor, sem mais fome
Poesia e oração acontecem.
Vão a mesa: homem e mulher.
Nunca pus verbo também
Silenciosamente, pedi:
Detalhes que nos dão fome
à mesa.
É tudo azul e verde é a cor de teus olhos.
Amor, palavra primeira, antes de tudo.
Depois de tudo, amor, sem mais fome
Poesia e oração acontecem.
Vão a mesa: homem e mulher.
sábado, 26 de outubro de 2013
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Há os pensamentos do dia
e há os pensamentos da noite
por isso a minha insônia.
Pensava que todos dormiam
e acordavam no mesmo horário
e não comiam tomate.
Queria deixar de pensar
na sua ausência quando
já é madrugada.
Quando pequena, não imaginava
que as pessoas podiam se falar
ou perder o sono pela noite.
Pensava que se eu contasse do
tomate, ninguém me compreenderia.
e há os pensamentos da noite
por isso a minha insônia.
Pensava que todos dormiam
e acordavam no mesmo horário
e não comiam tomate.
Queria deixar de pensar
na sua ausência quando
já é madrugada.
Quando pequena, não imaginava
que as pessoas podiam se falar
ou perder o sono pela noite.
Pensava que se eu contasse do
tomate, ninguém me compreenderia.
sexta-feira, 9 de março de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
1945
Não há música depois disso
No pasto estão menino, sua cintura e o velho touro.
Nada mais fazem além de brincar
Meu auto-falante foi para o concerto.
Portanto sem berros.
O bom menino vem até a mim.
Sabe sozinho levar o touro.
Gosta de colher verduras.
Trancar a vasta casa sozinho.
Pequeno, nem sabe que existe a palavra pai.
Quando voltarem as vozes, ele suspeitará boa notícia.
Campina verde, touro morto, o pai a carregar o menino.
No pasto estão menino, sua cintura e o velho touro.
Nada mais fazem além de brincar
Meu auto-falante foi para o concerto.
Portanto sem berros.
O bom menino vem até a mim.
Sabe sozinho levar o touro.
Gosta de colher verduras.
Trancar a vasta casa sozinho.
Pequeno, nem sabe que existe a palavra pai.
Quando voltarem as vozes, ele suspeitará boa notícia.
Campina verde, touro morto, o pai a carregar o menino.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Mandou-me cartas atrasadas pelo correio
Correspondendo pensamentos daqueles dias.
Guardei-as como bobagens
Mas meu peito sabia que as não eram.
Passei dias em silêncio, combatendo tudo
em silêncio, até pegar as cartas, ter o cuidado
de me benzer antes de abri-las.
O mal corre milênios, atropelando
agora até as células.
Foi como se sentir, fosse uma tremenda
de uma burrice. Som que só nós escutamos.
Correspondendo pensamentos daqueles dias.
Guardei-as como bobagens
Mas meu peito sabia que as não eram.
Passei dias em silêncio, combatendo tudo
em silêncio, até pegar as cartas, ter o cuidado
de me benzer antes de abri-las.
O mal corre milênios, atropelando
agora até as células.
Foi como se sentir, fosse uma tremenda
de uma burrice. Som que só nós escutamos.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Sobre as coisas que não sabemos.
Quem disse que o pato, coitado, pagaria o que não devia?
Foi cedo capturado, antes passeava pelo lago
Fazia seu barulho de pato e foi culpado por isto.
Era pato. Morava com muita gente, comia alimentos
dados por meninos.
Acabou lindo, nem tão duro assim...
Todos estavam felizes.
Gargalhavam, bebiam e não falavam mal.
Uma tia trouxera doces, todos lembrariam do pato
Ele comia doces, babava nos filhinhos.
Era um doce pato.
Foi cedo capturado, antes passeava pelo lago
Fazia seu barulho de pato e foi culpado por isto.
Era pato. Morava com muita gente, comia alimentos
dados por meninos.
Acabou lindo, nem tão duro assim...
Todos estavam felizes.
Gargalhavam, bebiam e não falavam mal.
Uma tia trouxera doces, todos lembrariam do pato
Ele comia doces, babava nos filhinhos.
Era um doce pato.
domingo, 22 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Todo amor
Disse pai
para o espaço
Dentro do ônibus,
o sol irradiante
É cheio de curvas assim?
O tempo quer sempre se despedir
e não pode, por isto o mistério
Pessoas partem, nosso corpo curva
Sem dança, caminhamos no asfalto.
para o espaço
Dentro do ônibus,
o sol irradiante
É cheio de curvas assim?
O tempo quer sempre se despedir
e não pode, por isto o mistério
Pessoas partem, nosso corpo curva
Sem dança, caminhamos no asfalto.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Alto da Boa Vista
Ver o amor perder-se na vista
da mata verde, cheia de flores
silenciosas. Somente ao eco
do piano forte, raríssimo no Brasil.
Perder-se no silêncio da cascata
no turismo moderno que chega de ônibus.
Então, banho muito quente
Produtos da Granado.
É terra, é terra
mas que dos pés, saem limpos.
São soberanos, requintados
caminham lentos onde o povo está.
Com uma luz campestre,
trêmulos estão os cômodos. Ainda se ouve
dos quadros, o choro do menino,
que foi para a cama cedo.
Ruídos de uma família monarca.
Assombra o meu tempo:
Cobre-te bem a cabeça
Amanhã chega Dom Pedro
Não queira ser filho...
da mata verde, cheia de flores
silenciosas. Somente ao eco
do piano forte, raríssimo no Brasil.
Perder-se no silêncio da cascata
no turismo moderno que chega de ônibus.
Então, banho muito quente
Produtos da Granado.
É terra, é terra
mas que dos pés, saem limpos.
São soberanos, requintados
caminham lentos onde o povo está.
Com uma luz campestre,
trêmulos estão os cômodos. Ainda se ouve
dos quadros, o choro do menino,
que foi para a cama cedo.
Ruídos de uma família monarca.
Assombra o meu tempo:
Cobre-te bem a cabeça
Amanhã chega Dom Pedro
Não queira ser filho...
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Tudo no lugar
As veias da planta
Eu num canto
testo minhas saudades:
Revejo o que não vivemos
Que pena...
Todo canto da casa
e da cidade
mora o teu assento
e a minha lealdade.
Muitas vezes pensei
em te escrever
mas não deu
não houve palavras,
as que o tempo engoliu.
Senti que devia
te esperar mais um pouco
-Tolice-
O tempo realmente passa
e é péssimo saber do
que nada fizemos.
Queria te escrever uma carta
e te mandar um beijo.
Eu num canto
testo minhas saudades:
Revejo o que não vivemos
Que pena...
Todo canto da casa
e da cidade
mora o teu assento
e a minha lealdade.
Muitas vezes pensei
em te escrever
mas não deu
não houve palavras,
as que o tempo engoliu.
Senti que devia
te esperar mais um pouco
-Tolice-
O tempo realmente passa
e é péssimo saber do
que nada fizemos.
Queria te escrever uma carta
e te mandar um beijo.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Da janela
Há anos que eu reparo nesta moça
que passa, com tristonho
o seu andar.
Menino pequenino
te acompanha.
Seu companheiro, não sei onde está...
Febril fiquei ao te ver passar
chorei sem aos seus pés
poder chegar.
Toco sua valsa, no entanto
nem sabe o pranto deste meu calar.
que passa, com tristonho
o seu andar.
Menino pequenino
te acompanha.
Seu companheiro, não sei onde está...
Febril fiquei ao te ver passar
chorei sem aos seus pés
poder chegar.
Toco sua valsa, no entanto
nem sabe o pranto deste meu calar.
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